Dicas sobre BVI

Dicas e informações sobre locais, hospedagens e etc para mergulhos na América Central, na América do Norte, na América do Sul e no Caribe.

Dicas sobre BVI

Mensagempor sdantas » 17 Jun 2009, 10:57

Pessoal,

Recebi a seguinte MP:

Ola Sergio, estou indo a BVI no final desse ano e gostaria de contar com a sua ajuda para saber quais são os melhores pontos de mergulho e o que vc acha interessante para visitar e consumir nesse país. Muito grato,


E como acredito que mais pessoas possam ter dúvidas similares e acredito que o fórum seja interessante por deixar as mensagens para futuras consultas resolvi responder aqui. A pessoa que me enviou a mensagem pode responder aqui ou via MP novamente.

Bem, vamos ao que interessa...

Você não comentou em que esquema vem... aqui é a capital mundial dos sail boats, portanto a maioria dos turistas aluga um veleiro ou catamarã (moorings ou sunsail normalmente - e olha que as duas são do mesmo dono) e passa uma semana aqui, mas há sempre quem prefira se hospedar em algum hotel local. Qual a diferença? Bem, num barco ou num live aboard (cuan law é o mais famoso daqui) você terá liberdade para se locomover para onde quiser, já num hotel terá que se sujeitar as operadoras locais...

O site mais famoso (indiscutivelmente) é o The Rhone ou RMS Rhone. É um navio inglês que naufragou em 1867 e era considerado o navio mais seguro da época. É um naufrágio interessante mas, na minha opinião, já não tem mais tanta vida marinha quanto havia devido ao excesso de turistas. Mas é um lugar que deve ser visitado.

Um site que eu não conheço, mas ouvi falar bem e nunca consigo ir é o Chikuzen. É um navio frigorífico que fica entre Tortola e Anegada. O difícil do mergulho lá é que o mar costuma estar agitado, mas agora a bóia está quebrada e aguardamos que seja consertada rápida. Já tentei este mergulho 3 vezes e em duas o mar estava péssimo e na outra houve um terremoto cerca de 2 horas antes e ao descermos a visibilidade estava péssima.

Blonde Rock é uma pedra entre Dead Chest e Salt Island. Tem uma topografia interessante e muita vida.

Angelfish Reef é um site repleto de vida marinha onde vira e mexe aparecem nurse sharks (nosso tubarão lixa), arraias e tartarugas.

Há outros como Coral Gardens (onde há também o que sobrou de um avião da BVI Air, único avião da compania que afundou anos atrás, foi retirado da água, teve os bancos e as asas retiradas e foi afundado novamente), The Chimney e The Wreck Alley (3 naufrágios - propositais é verdade - próximos), Painted Walls, etc...

Há também muitos sites pouco explorados em Jost Van Dyke e diversos naufrágios (sim, mais, cerca de 300!!) em Anegada.

Se me disser o que gosta ou o que procura posso ajudar mais, assim como com as operadoras locais (conheço quase todas).

Sobre consumir... ao que exatamente se refere? BVI é um local turístico mas ainda há muito a ser desenvolvido. Pense em uma região 30 anos atrás... sim, é mais ou menos isso o que encontrará. Mas há bons restaurantes, bons bares e algumas boas lojas.

Será um prazer ajudá-lo nos preparativos e pode contar com meu apoio por aqui... ;)
Atenciosamente,

Sérgio Dantas
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Re: Dicas sobre BVI

Mensagempor sdantas » 28 Out 2009, 00:00

Pessoal,

Para quem quer saber mais sobre as Ilhas Virgens Britânicas hoje saiu no Estadão uma matéria interessante:

Seguem os links:

http://www.estadao.com.br/noticias/supl ... 6923,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/supl ... 6922,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/supl ... 6920,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/supl ... 6921,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/supl ... 6907,0.htm


Claro que há alguns erros mas dá para ter uma boa idéia!
Atenciosamente,

Sérgio Dantas
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Re: Dicas sobre BVI

Mensagempor sdantas » 26 Nov 2009, 17:59

E semana passada foi a vez da Folha de São Paulo falar daqui... numa matéria menor que a do Estado e com um número mais de erros (como o da data de naufrágio do Rhone)...


http://www1.folha.uol.com.br/folha/turi ... 4096.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/turi ... 4100.shtml


Ano que vem haverá Wreck Week aqui...

Wreck Week 2010 Schedule of Events

Saturday 12th June 2010
Opening Parties at Nanny Cay, Tortola & Top of the Bathes, Virgin Gorda

Tuesday 15th June 2010
Cooper Island Beach Club, Sunset Pig Roast on the Beach at Cooper Island

Friday 18th June 2010
"I Got Wrecked at Wreck Week Party" Trellis Bay, Beef Island, Tortola

Friday 18th June 2010
Bitter End Yacht Club Closing Party, North Sound Virgin Gorda

BVI Wreck Week Packages at:
http://bvitourism.com/WhereToStay/SpecialOffers.aspx

Visit us on facebook
http://www.facebook.com/BritishVirginIs
Atenciosamente,

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Re: Dicas sobre BVI

Mensagempor Adair Ribeiro » 27 Mai 2010, 22:28

Por: Viaje Mais/Mario Fittipaldi

Muito mais do que pelo mar que exibe matizes de turquesa ao azul profundo e das quase infinitas praias de areia fina e branquíssima, as Ilhas Virgens Britânicas, no mar do Caribe, a leste de Porto Rico, são famosas pela inegável vocação marítima. É um dos melhores locais para velejar e um dos dez melhores pontos de mergulho do mundo. Seus naufrágios – são mais de 400 registrados, a maioria em águas rasas – atraem mergulhadores de várias partes do mundo. Há até um evento especial dedicado a eles, a Wreck Week, ou semana do naufrágio, motivo, aliás, que me levou até lá e que, provavelmente, vai levar você também.

É verdade que as Ilhas Virgens Britânicas, ou simplesmente BVIs (pelas iniciais em inglês), não são um destino habitual para os brasileiros – a dificuldade de acesso e a exigência de visto norte-americano para a escala obrigatória em Miami ou San Juan, em Porto Rico, são um bom motivo para que outros destinos no Caribe sejam mais populares. No entanto, se você gosta de mergulhar e busca por algo diferente, cercado por lendas e mistérios e temperado por uma boa dose de aventura, pode acreditar: fará uma viagem única.

A aventura começa antes mesmo de se chegar à Road Town, a capital, na ilha de Tortola, assim batizada pela imensa revoada de rolinhas (tórtola, em espa-nhol) que vivia lá. A partir de San Juan, a capital de Porto Rico, a cidade é servida por voos da American Airlines, por meio da sua subsidiária American Eagle, e pela Cape Air, uma pequena companhia que voa para vários destinos no Caribe.

Uma das melhores coisas que você pode fazer nas BVIs é o scuba diving, o mergulho com cilindro. As águas límpidas e quentes oferecem grande visibilidade, que pode chegar até a 30 metros, e a abundância de vida marinha e corais tornam a paisagem submarina extremamente bela. Mais: as empresas que operam o serviço são competentes, bem equipadas e muito profissionais.

Há opções de mergulhos para todos os tipos de turistas submarinos, novatos ou experientes. Até para quem nunca mergulhou, pois é possível optar em fazer o curso básico em três dias. Ou então, participar do programa Discovery, oferecido por vários operadores. Após uma aula teórica, o explorador submarino é conduzido por um dos instrutores, que não o larga por um segundo sequer.

Foi lá que um certo Edward Thatch, capitão do galeão Queen Anne's Revenge, se refugiou entre os anos de 1715 e 1718. Diz a lenda que Thatch foi vítima de um motim, mas conseguiu dominar a rebelião. Como vingança, fez caminhar os rebeldes na prancha ao largo da Ilha Dead Chest, ameaçando passar no fio da sua espada os que hesitassem, enquanto cantava, ironicamente, “Yo,ho, ho, e uma garrafa de rum”. Não havia capitão de navio que singrasse as águas caribenhas àquela época que não tremesse à simples menção de sua alcunha: Barba Negra.

Rota de galeões

Além do notório malvado, muitos outros piratas e corsários famosos agiam na região, rota obrigatória dos galeões repletos de prata e ouro que seguiam para a Europa. É bem provável, inclusive, que as histórias de um tio marinheiro de Robert Louis Stevenson, que esteve na ilha Norman, tenham inspirado o célebre autor inglês a escrever as aventuras de Jim Hawkins no clássico da literatura A Ilha do Tesouro, em 1883.

Não há mais piratas por lá, mas sua memória continua preservada. Seja nas bandeiras pretas com a caveira sobre os ossos cruzados hasteadas nos mastros dos veleiros, ou no rum, usado como base para coquetéis como a piña colada, que lá leva também suco de laranja além dos tradicionais abacaxi e coco, e o bushwacker, misturado a licores. Mas, principalmente, está na imaginação de quem se aventura pelas ilhas que outrora ofereceram refúgio e abrigo aos mais famosos flibusteiros da história e que hoje levam seus nomes – Thatch, Norman, Morgan, Jost van Dyke... O maior deles, Sir Francis Drake, dá nome ao canal que “corta” o arquipélago ao meio.

Onde comer

Myett’s Garden and Grille – A atração é a lagosta caribenha, gigante, que sai por US$ 28. Camarão grelhado também é boa pedida (US$ 28). Fica em Cane Garden Bay, Tortola – myettent.com.

Peg Legs Landing – A especialidade é a lagosta e os peixes, mas tem cardápio variado. Serve pizzas à noite. Refeições variam de US$ 15 a US$ 30. Fica Nanny Cay, Tortola.

Semana do naufrágio

Os naufrágios são mesmo a maior atração. Como estão em águas rasas, são acessíveis até por quem tem apenas o curso básico, desde que acompanhados por um dive master – um mergulhador experiente que lidera um grupo de mergulhadores. Exatamente por isso, existe uma semana inteirinha dedicada a eles – em 2010 será de 12 a 19 de junho, quando os operadores oferecem pacotes com várias saídas e preços especiais e há festas e luaus nas praias.

O mais famoso naufrágio das BVIs é, sem dúvida, o RMS Rhone, um grande navio a vapor de 94 metros de comprimento que transportava passageiros, cargas e também fazia o serviço postal entre a Inglaterra, a América do Sul (sim, havia escalas no Brasil) e o Caribe.

RMS, aliás, significa Royal Mail Stea-mer, ou vapor postal real. Naufragou durante uma tempestade em 1867, próximo da Salt Island (Ilha do Sal) quando sua imensa caldeira explodiu e o separou em duas partes – normalmente exploradas em dois mergulhos distintos, um na proa, praticamente intacta, e outro nos destroços da popa, em profundidades que variam de 8 a 27 metros.

Mergulhar no Rhone era a minha maior expectativa. Após quase 150 anos submerso, o imenso casco e o mastro principal continuam em boas condições. Mergulhadores experientes e habilitados podem, inclusive, entrar. Não é o meu caso, pois tenho apenas a certificação básica. Assim, fiz o chamado turismo, flutuando em volta da gigante estrutura de ferro que jaz no fundo do oceano, já totalmente tomada por corais e transformada em moradia por diversos inquilinos marinhos – como peixes típicos de corais, barracudas, tartarugas marinhas e lagostas, entre outros. É emocionante.

À primeira vista, os corais presos à estrutura se mostram em tons de azul. É que, à medida que a profundidade aumenta, as cores quentes vão sendo filtradas camada de água e ficam invisíveis ao olho humano. Uma lanterna, no entanto, é o suficiente para devolver os amarelos, laranja e vermelhos perdidos, revelando, como um pincel nas mãos de um mestre impressionista, uma bela, colorida e intrincada estrutura de corais e esponjas.

Escolha a sua ilha

Embora o arquipélago seja composto por mais de 60 ilhas, a maioria não é habitada, sendo acessível apenas por barco. Há três ilhas principais, com várias opções de hospedagem, passeios e, claro, praias paradisíacas. Além de Tortola, vale a pena também conhecer a sofisticada Virgem Gorda, a pequena e incrí­vel Jost van Dyke, ideal para passeios de um dia. Mais afastada, ao norte, há também a ilha Anegada, famosa pelas enormes lagostas.

Tortola abriga a capital, Road Town, e o aeroporto. É a sua porta de entrada nas BVIs. Ao longo da ilha existem muitos hotéis-marina, perfeitos para hospedagem, e de onde toda a vida começa, pois é a partir deles que você pode fretar veleiros com ou sem tripulação e contratar saídas de mergulhos. Também em Road Town você encontra um pequeno centro comercial, bons restaurantes, pubs e alguma agitação. Há muitas opções de praias também, mas uma obrigatória é a belíssima Smuggler’s Cove, onde você pode nadar em piscinas naturais excelentes para o snorkelling na companhia de pelicanos que aparecem para pescar.

Outra parada obrigatória é a ilha de Virgem Gorda, acessível a partir do centro de Road Town por um serviço de ferry-boats – a única linha regular de transporte marítimo nas BVIs. A ilha, extremamente bela, possui praias excelentes para o snorkelling e ainda o complexo Baths National Park, que você não pode perder por nada. A entrada custa US$ 3, e após uma pequena trilha de pouco mais de 300 metros você chega à primeira praia, onde palmeiras parecem brotar de grandes blocos de granito. A segunda praia, De­vil’s Bay, é acessada por um labirinto de grutas e alagados rasos, em meio a grandes blocos de granito. A trilha não é difícil, mas deve ser evitada por pessoas com pouca mobilidade.

A pérola da visita é, sem dúvida, a pequena e charmosa Jost Van Dyke. Com pouco mais de 200 habitantes permanentes, uma escola para apenas 35 alunos, as praias são a principal atração. À sua volta ficam as dezenas de bares e restaurantes, frequentados principalmente por quem a acessa de barco em passeios de um dia.

As águas protegidas do canal Sir Francis Drake tornam a navegação extremamente prazerosa, especialmente para os veleiros. Hasteie sua bandeira pirata: com um cardápio de mais de 60 ilhas à dispo-sição, as Ilhas Virgens Britânicas merecem ser invadidas. E explorá-las pode ser uma emocionante caça ao tesouro, premiada, quase sempre, com paisagens estonteantes e praias quase desertas e maravilhosas.

Quando Ir

Faz calor o ano todo na região caribenha das Ilhas Virgens. A média de temperatura anual é de 25º C. As chuvas são costumeiras, mas rápidas, nada que chegue a comprometer a viagem. A estação dos furacões vai de julho a novembro. A alta temporada começa logo depois e estende-se até abril. Se estiver pensando em viajar nesse período, antecipe a compra do pacote ou faça reservas com a máxima antecedência possível. Entre abril e julho é uma boa época de viajar, pois há bem menos turistas e os preços dos hotéis caem entre 25% e 50%.

Fonte: http://viagem.br.msn.com/destinos-artig ... d=24374173
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Re: Dicas sobre BVI

Mensagempor sdantas » 28 Mai 2010, 00:56

Legal a matéria! Estão investindo bastante na divulgação das ilhas!

Bem, quem se interessar pode falar comigo e, vindo, faço questão de uns mergulhos! ;)
Atenciosamente,

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